Pular para o conteúdo principal

NICODEMOS E O NOVO NASCIMENTO


Nicodemos era mestre em Israel, conhecia como poucos as Escrituras Sagradas e até declarou ao próprio Jesus que Este era Mestre, vindo de Deus e que seus milagres só podiam ser realizados porque Deus era com Ele.
No entanto, não foi capaz de compreender o que era o novo nascimento espiritual, imprescindível para a salvação da alma e uma vida eterna com Deus.
Em sua cegueira espiritual, Nicodemos limitou-se apenas a reconhecer a autoridade, a divindade e o poder de Jesus, não conseguindo crer que só Jesus podia lhe dar o novo nascimento.
Não sabemos se tempos depois Nicodemos provou o novo nascimento, mas, no momento em que procurou a Jesus para conversar, não conseguiu entender e muito menos crer sobre o que era o novo nascimento.
Muitos de nós nos encontramos como Nicodemos, reconhecemos quem é Jesus e o que Ele pode realizar, mas, não conseguimos crer que só Ele pode nos dar o novo nascimento e através dele, a salvação da alma, a vida eterna com Deus e a segurança de Sua presença e proteção para sempre.
Reconheçamos que só Jesus pode nos dar o novo nascimento espiritual, isto depende somente de nós.

João: 3. 1.
Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus.
2. Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.
3. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
4. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
5. Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
6. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
7. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.
8. O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
9. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode ser isto?
10. Respondeu-lhe Jesus: Tu és mestre em Israel, e não entendes estas coisas?
11. Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testemunhamos o que temos visto; e não aceitais o nosso testemunho!
12. Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais?
13. Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem.
14. E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;
15. para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna.
16. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
18. Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

Comentários

Postagens da Semana

O Campo Está Pronto para a Colheita

  Em um mundo em constante mudança, a mensagem bíblica permanece uma fonte inesgotável de sabedoria e reflexão para os cristãos. Um dos textos mais desafiadores da Bíblia sobre o evangelismo e a colheita espiritual encontra-se em João 4:34-38. Neste trecho, Jesus nos fala sobre a importância da colheita, da missão evangelística e do nosso papel no Reino de Deus. Neste artigo, vamos explorar o significado profundo desse versículo, oferecendo lições práticas para a vida cristã, especialmente em tempos onde o evangelismo e a transformação de vidas continuam sendo uma prioridade para todos os seguidores de Cristo. A Análise de João 4:34-38 O contexto do texto de João 4:34-38 é fundamental para entender a mensagem que Jesus transmitiu aos seus discípulos. O evangelho de João nos conta a história do encontro de Jesus com a mulher samaritana, que, após seu encontro com o Mestre, se tornou uma das primeiras a proclamar o evangelho em sua cidade. Depois dessa conversa reveladora, Jesus se d...

A Cura do Leproso em Mateus 8:1-3: Um Convite à Fé e a Transformação

"Quando ele desceu do monte, grandes multidões o seguiam. Um leproso, aproximando-se, adorou-o de joelhos e disse: ‘Senhor, se quiseres, podes purificar-me!’ Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: ‘Quero. Seja purificado!’ Imediatamente ele foi purificado da lepra.”  –  Mateus 8:1-3 (NVI) O relato de Mateus 8:1-3 é um dos momentos mais impactantes do Novo Testamento, repleto de ensinamentos profundos sobre  fé, humildade, compaixão  e o  poder restaurador de Jesus Cristo.  Apesar de sua brevidade, esta passagem oferece reflexões essenciais para nossa vida espiritual e prática diária. Neste devocional, exploraremos detalhadamente essa história, analisando o contexto histórico, as lições que ela ensina e como podemos aplicá-las à nossa vida.  1. Contexto de Mateus 8:1-3: A Descida do Monte O episódio narrado em Mateus 8:1-3 ocorre logo após Jesus concluir o  Sermão do Monte  (Mateus 5-7), onde apresentou ensinamentos revolucionár...

As Intenções Ocultas, o Orgulho do rei e o Risco de uma Espiritualidade Autocentrada

Naquele tempo Ezequias ficou doente, e quase morreu. Ele orou ao Senhor, que lhe respondeu dando-lhe um sinal miraculoso.  Mas Ezequias tornou-se orgulhoso, e não correspondeu à bondade com que foi tratado; por isso a ira do Senhor veio sobre ele, sobre Judá e sobre Jerusalém.  Então Ezequias humilhou-se reconhecendo o seu orgulho, como também o povo de Jerusalém; por isso a ira do Senhor não veio sobre eles durante o reinado de Ezequias. 2 Crônicas 32:24-26 2 Reis 20:1-19 texto base Reflexão No contexto geopolítico do Antigo Oriente, a Babilônia ainda não era a potência dominante que se tornaria mais tarde, mas já se posicionava estrategicamente contra o império assírio. Merodaque-Baladã, citado em 2 Reis 20:12, era conhecido por tentar formar coalizões com reinos menores para enfraquecer a Assíria. Assim, a visita dos emissários a Jerusalém não pode ser lida como mero gesto de congratulação pela recuperação do rei Ezequias; tratava-se de uma missão diplomática e ...